segunda-feira, 9 de outubro de 2017

Cursos de programação para mulheres abrem as portas do mundo da tecnologia


O estereótipo cultural e o preconceito não foram suficientes para desmotivar nenhuma delas. Esta sala cheia de futuras programadoras é um exemplo de quem, acima de qualquer adversidade, foi atrás do que realmente queria; independente das barreiras e desafios do caminho. Não é segredo: o mercado de tecnologia é predominantemente masculino. Mas aqui – entre mulheres – elas pretendem dar mais um passo para mudar essa história.

O Projeto PrograMaria, assim como outras iniciativas exclusivas para mulheres, oferece ferramentas e oportunidades para inserir mais meninas no mundo da tecnologia. A ideia surgiu de um grupo de amigas com uma vontade em comum: se infiltrar no mundo hi-tech e aprender a programar. Todas elas sentiam a necessidade de aprender a programar. O mais legal foi que, depois que aprenderam e viram como era restrito o número de mulheres nesse mercado, resolveram repassar o conhecimento adquirido através de cursos exclusivos...

A Gabi joga futebol desde pequena; está acostumada a ser minoria em ambientes predominantemente masculinos. Mas a maioria nunca passou por isso e prefere fugir da situação. Estatísticas dão conta que 79% das mulheres que entram em cursos relacionados a computação desistem ainda no primeiro ano de estudo por causa do ambiente hostil e machista. Além de aprender a programar, o desejo dela é se tornar referência entre as colegas para ajudar outras que buscam seguir os mesmos passos.
A Larissa já trabalha com dados há algum tempo; de certa forma, mesmo antes de entrar no curso, já estava bastante próxima do pessoal de TI.

O curso é apenas uma introdução sobre o mundo da programação. A ideia, além de ensinar, é ser um grande incentivo para quem realmente se interessar pelo assunto continuar aprendendo. E, mais do que entrar para o mundo da tecnologia, todas elas aqui fazem parte da missão maior de provar que aquela ideia de que mulher não combina com o segmento está errada. Aliás, nem poderíamos chegar ao fim desta matéria sem lembrar que a própria história da programação começou graças a uma mulher. Ainda no século 19, Augusta Ada King Noel, condessa de Lovelace, foi a primeira a perceber que seria possível programar máquinas. É creditada a ela a criação do primeiro algoritmo da humanidade. A condessa entrou nos livros de história com o nome abreviado para Ada Lovelace e é hoje considerada a mãe da programação. Ou seja, as nossas meninas estão mais do que bem acompanhadas no desafio de criar softwares.

quinta-feira, 5 de outubro de 2017

Globalweb cria empresa para atuar no segmento de broker de serviço de nuvem | Virtues Media Portal de Notícias

Nova empresa atuará como intermediária na negociação entre um cliente e um fornecedor de computação em nuvem e também com oferta de infraestrutura própria de cloud


A Globalweb, fornecedora de software, outsourcing, infraestrutura de TI e cloud computing, coloca em operação neste mês a Globalweb Cloud, empresa que atuará como um broker de serviço de nuvem, ou seja, como intermediária na negociação entre um cliente e um fornecedor de computação em nuvem, inclusive com a oferta de infraestrutura própria de cloud. Com o ingresso nesse segmento, a companhia espera faturar cerca de R$ 200 milhões nos próximos dois anos.

O conglomerado   de TI, que possui mais de 3 mil clientes em nuvem, uniu à sua infraestrutura uma plataforma de gerenciamento e aplicativos de mercado para levar mais do que nuvem para as empresas. “Estamos trazendo para o Brasil um conceito totalmente novo de tecnologia em nuvem. Ao atuarmos como um verdadeiro broker, ofereceremos um marketplace de autosserviço que unifica em um mesmo painel de controle todas as soluções contratadas. Dessa forma, a gestão das ofertas acontece diretamente na plataforma, com opções para aumentar, reduzir ou mesmo cancelar os serviços.


O diferencial, segundo a empresa, é que a plataforma une tanto nuvens públicas consagradas no mercado, como Google, Amazon Web Services e Azure, quanto uma infraestrutura própria de data center da Globalweb Corp para nuvens privadas. Ainda há opção de mesclar as duas nuvens em uma cloud híbrida. Tudo isso, sem que o usuário tenha que se preocupar com qual fornecedor o está atendendo e que tipo de serviço será contratado. Ele simplesmente escolhe, contrata e começa a utilizá-lo”, afirma Marco Zanini, diretor comercial da Globalweb.

O executivo ressalta ainda que para fundar a Globalweb Cloud foi necessário fechar parcerias importantes com os maiores players de IaaS do mundo (como Amazon, Microsoft e Google) e também com líderes mundiais de orquestração e gestão em nuvem como Jam Cracker e ServiceNow.

A oferta da nova empresa visa atender por completo o cenário atual, ou seja, todas as necessidades de TI de empresas dos mais variados tamanhos e segmentos. Por isso, a Globalweb Cloud oferecerá um portfólio baseado em três pilares: infraestrutura como (IaaS), software como serviço (SaaS) e serviços profissionais. O primeiro item conta com ofertas que vão desde o outsourcing completo de servidores, o serviço de colocation para aquelas empresas que desejam permanecer com seu legado e também, o moving, para transferir todos esses servidores e equipamentos para o ambiente da Globalweb. Em SaaS, a empresa oferece mais de 100 opções, que vão desde aplicativos de gestão até soluções como G-Suite do Google e o Office 365.

Mais Lidas
Novo Oracle 18c usa machine learning para trabalhar de forma autônoma
Bancos se unem a projeto da IBM para criar plataforma de blockchain de comércio exterior
Utilities e agronegócio são os setores mais avançados na adoção de IoT no Brasil, indica estudo
Amazon traz para o Brasil solução física de transferência de dados para nuvem
A Globalweb Cloud atuará em dois mercados específicos: o de micro, pequena e médias empresas, por meio do portal Vouclicar.com, e o mercado de grandes corporações, tanto para empresas privadas quanto para o setor público, via Globalweb Cloud.  A empresa oferecerá ainda uma terceira solução: a construção, implementação e gestão de portais white labels para grandes clientes. Desta forma, empresas e governo poderão criar seu próprio broker de serviço em nuvem e prestar esse serviço para seus clientes internos, parceiros ou órgãos coligados.

Brasil já é o quarto em número de internautas, mas ainda há desigualdade no acesso à rede | Virtues Media Portal de Notícias

Apesar do grande número de brasileiros conectados, se for considerado o total de usuários em relação à população, o desempenho do país é inferior


Relatório divulgado pela Conferência das Nações Unidas sobre Comércio e Desenvolvimento (UNCTAD, na sigla em inglês) coloca o Brasil em quarto lugar no ranking mundial de usuários de internet. Com 120 milhões de pessoas conectadas, o país fica atrás apenas dos Estados Unidos (242 milhões), Índia (333 milhões) e China (705 milhões). Depois do Brasil, aparecem Japão (118 milhões), Rússia (104 milhões), Nigéria (87 milhões), Alemanha (72 milhões), México (72 milhões) e Reino Unido (59 milhões).

No entanto, apesar do grande número de brasileiros conectados, se for considerado o total de usuários em relação à população, o desempenho do Brasil é inferior. Segundo dados da União Internacional de Telecomunicações (UIT), o país tem 59% de usuários conectados, percentual inferior ao do Reino Unido (94%), Japão (92%), Alemanha (90%), Estados Unidos (76%) e Rússia (76%). O México possui o mesmo índice do Brasil. China e Índia, países com mais de 1 bilhão de habitantes, ficam atrás juntamente com a Nigéria.


O relatório da UNCTAD avaliou também o ritmo de crescimento do acesso à internet nos últimos anos, considerando o período de 2012 a 2015. Segundo o estudo, o crescimento médio do país no período foi de 3,5%, atrás de Índia (4,5%), Japão (4,6%), Nigéria (4,9%) e México (5,9%). Países mais ricos - como Estados Unidos, China, Alemanha e Reino Unidos - apresentaram um ritmo ainda mais lento do que o Brasil. Contudo, essas nações já possuem taxas de penetração maiores, segundo apontam os dados da União Internacional de Telecomunicações.

Desigualdade

Mesmo com um grande contingente de brasileiros conectados, dados da pesquisa TIC Domicílios, do Núcleo de Informação e Comunicação do Comitê Gestor da Internet (CGI-Br), apontam que ainda há desigualdade no acesso à internet. De acordo com o levantamento, divulgado em setembro, o percentual de lares conectados é de 59% nos centros urbanos, contra 26% nas áreas rurais. No recorte regional, o índice é de 40% no Nordeste, contra 64% no Sudeste.

A disparidade também aparece quando observada a situação econômica. De acordo com a pesquisa do CGI-Br, a internet está em 29% das casas com famílias com renda de até um salário mínimo, contra um índice de 97% naquelas que ganham até 10 salários mínimos. Enquanto na classe A a penetração é de 98%, nas classes D e E ela fica em 23%.

Qualidade

Na avaliação da advogada Flávia Lefévre, representante do Instituto Proteste e integrante do Comitê Gestor da Internet, embora o Brasil tenha muitas pessoas conectadas, a velocidade ainda é ruim e o acesso muito baseado em telefones celulares, com planos pré-pagos e franquias baixas, que muitas vezes não duram até o fim do mês. “A gente tem muitas pessoas conectadas, mas a qualidade do acesso ainda é ruim. A velocidade de provimento é menor do que a média mundial. Muitas pessoas ainda dependem de franquias ou de usar o [rede] Wi-Fi. Apesar de sermos a nona economia do mundo, temos no geral uma internet de baixa qualidade, especialmente para os mais pobres”, destaca. *Com Agência Brasil.

quarta-feira, 4 de outubro de 2017

Rede móvel da Embratel atinge a marca de 5 milhões de dispositivos conectados| Virtues Media Portal de Notícias

De acordo com a operadora, deste total, meio milhão são de carros conectados por meio de sua rede móvel, que acaba de ser modernizada com a inclusão dos padrões NB-IOT e CAT-M1


A Embratel anunciou nesta terça-feira, 3, que sua rede móvel atingiu a marca de 5 milhões de dispositivos conectados, sendo que meio milhão são de carros conectados. O anúncio foi feito na Futurecom 2017 e define uma nova etapa da empresa com foco em soluções integradas de Internet das Coisas (IoT) para atender clientes de diversos segmentos na criação de novos modelos de negócio baseados na transformação digital.

"Além da modernização da nossa rede móvel com a inclusão dos padrões NB-IOT e CAT-M1, que estamos demonstrando no evento, temos parcerias e soluções completas para ofertas de Internet das Coisas no Brasil. Estamos certos de que as aplicações com dispositivos conectados irão mudar o ecossistema das pessoas e das empresas, para uma vida mais divertida e produtiva", diz Ney Acyr Rodrigues, diretor de Negócios de IoT da Embratel.

O executivo explica que as novas ofertas de IoT estão sendo desenvolvidas com parceiros especializados por segmento de negócio, usando infraestrutura de conectividade, cloud e TI da Embratel. “Além dos segmentos de carro conectado e gestão de frotas, a Embratel possui amplo portfólio para atender a demanda do mercado por soluções inteligentes para smart cities, utilities e saúde, que crescerão de forma exponencial.”

Na área de carros conectados, por exemplo, a Embratel desenvolveu um sistema inteligente e seguro para gerenciar o automóvel, possibilitar o uso da tecnologia para serviços agregados como indicação de um restaurante ou de um posto de gasolina mais próximo. A transmissão de dados do SIM Card para montadoras possibilita a identificação de problemas e o envio de alertas sobre o momento correto de se fazer manutenção. Dados de telemetria ajudam o motorista a conseguir descontos em seguradoras e os passageiros a acessarem à Internet e redes sociais, além de trocarem dados entre si.

A solução para automóveis conectados da Embratel permite, ainda, o acionamento de autofalantes e microfones via sistema hands-free (sem toque das mãos), assim como a programação do carro para atender a ligações e responder a comandos de voz, inclusive para solicitar ajuda ou socorro como guincho, mecânico, assistência técnica ou resgate em caso de colisão.

Na área industrial, as aplicações de IoT estão sendo disseminadas rapidamente em indústrias e em equipamentos como elevadores, que são o meio de transporte mais utilizado do mundo por mais de 1 bilhão de pessoas ao dia. A oferece de sistemas para essas empresas para que monitorem em tempo real o uso dos elevadores, o desgaste de peças e até programar a visita dos técnicos para manutenção. Em caso de falha, o sistema do elevador pode ser ajustado e restaurado à distância. Se for necessário a troca de peças, é possível identificar remotamente as partes danificadas, deslocar o técnico mais próximo e apresentar as informações necessárias para agilizar o reparo.

Amazon traz para o Brasil solução física de transferência de dados para nuvem | Virtues Media Portal de Notícias

Segundo a empresa, hardwares de armazenamento são os primeiros do tipo no Brasil para armazenar, criptografar, processar e transportar dados on premises


Acompanhando o crescimento do mercado de computação em nuvem no Brasil, a Amazon Web Services (AWS) traz para o Brasil o AWS Snowball, uma solução em hardware para transportar grandes volumes de dados on premises, de terabytes a petabytes, para a nuvem da AWS, e vice-versa. O transporte dos dados é feito com o Snowball, uma maleta com capacidade de 80 terabytes que é fornecida ao cliente para armazenar, com segurança, todos os dados e transportá-los a um dos data centers da AWS no país.

O uso do Snowball, segundo a empresa, ajuda a eliminar alguns dos maiores desafios ao transferir dados em grande escala como os altos custos com infraestrutura de rede, transferências demoradas e grandes backlogs de dados, além de questões relacionadas à segurança das informações.

Estima-se que, no método convencional, 100 terabytes de dados levariam até 100 dias para serem transferidos a 100 Mbps de upload, dedicados exclusivamente à transferência dos dados. Com a solução Snowball, é possível fazer o mesmo processo em cerca de uma semana desde o pedido, contando com as transferências dos dados a velocidades de 10 Gbps e o transporte de ida e volta do dispositivo entre o cliente e a AWS. 

Um dos pilares de sucesso do Snowball em outros países é o cuidado com a segurança, tanto na construção da caixa, que apresenta embalagem inviolável e resistente a chuva e poeira, como na transferência dos dados. Os dispositivos utilizam um Trusted Platform Module (TPM) padrão do setor, com um processador dedicado para detectar qualquer modificação não autorizada no hardware, firmware ou software. Todos esses elementos são inspecionados pela AWS para certificar o transporte seguro das informações, além de rastrear todo o trajeto do dispositivo. 

Outro ponto de segurança é a criptografia de 256 bits para todos os dados, que podem ser gerenciados utilizando o AWS Key Management Service (AWS KMS). As chaves nunca são enviadas ou armazenadas no dispositivo. Ainda é possível rastrear o status do trabalho de transferência por meio do Amazon SNS, de mensagens de texto ou diretamente pelo console de gerenciamento da AWS.

Snowball Edge

Outra novidade da solução é o Snowball Edge, com ferramentas de computação incorporadas ao dispositivo de armazenamento Snowball. Ele pode ser agrupado em clusters e utilizado para processar dados localmente, garantindo que as aplicações continuem sendo executadas com ferramentas da AWS, mesmo sem o acesso à nuvem.

Isso é feito com a utilização do AWS Lambda, para executar tarefas como análise de streams de dados e processamento de dados locais. Os dados são coletados, armazenados e processados usando o Snowball Edge, independentemente de qualquer outro recurso de armazenamento ou computação.

Esse recurso, entre outros, permite que o Snowball Edge economize e agilize a operação do cliente em diferentes aplicações, como no processamento de dados da IoT (Internet das Coisas) para executar análises em dados brutos e gerar resultados rápidos, que depois podem ser incorporados a uma análise de Big Data na nuvem. Outro exemplo de aplicação é na indústria de manufatura, conectando o dispositivo às máquinas inteligentes e executando diferentes atividades de segurança, produção e coleta de dados. Essas informações podem ser posteriormente analisadas na nuvem da AWS para relatórios detalhados de funcionamento e avaliações de melhoria de processos.

A chegada do Snowball também marca a entrada da AWS em soluções de armazenamento físico para o mercado brasileiro, além de ser o primeiro dispositivo do tipo disponível para empresas de todos os portes e indústrias. Tanto o Snowball quanto o Snowball Edge já estão disponíveis para clientes da AWS em todo o Brasil e devem chegar em diferentes capacidades de armazenamento conforme a demanda do mercado.

quinta-feira, 28 de setembro de 2017

Microsoft desenvolve assistente virtual para atendimento ao cliente | Virtues Media Portal de Notícias

Microsoft desenvolve assistente virtual para atendimento ao cliente

Solução foi apresentada durante conferência nos EUA, com a qual pretende concorrer com gigantes como a IBM e outras empresas que atuam no disputado mercado de inteligência artificial.



A Microsoft revelou durante a sua conferência Ignite, voltada para empresas e profissionais de TI, que acontece esta semana em Orlando, nos EUA,  uma nova linha de software, com o objetivo de concorrer com gigantes como a IBM e outras empresas que atuam no disputado mercado de inteligência artificial (IA).

O novo produto, um assistente virtual para atendimento ao cliente, foi projetado para permitir que pessoas descrevam, com suas próprias palavras, os problemas que estão enfrentando e obtenham respostas com sugestões tiradas de manuais de usuários, documentos de ajuda e materiais similares. Mas os usuários podem solicitar a intervenção de um agente humano, e o bot tentará auxiliar este agente. Os gerentes podem ver uma visão geral do painel dos resultados.


O bot comporá a série de programas customizáveis ​​que funcionarão na plataforma de nuvem Azure da empresa. Os programas, denominados soluções Dynamics 365 AI, irão utilizar recursos básicos de inteligência artificial, como o processamento em linguagem natural, bem como uma variedade de dados e algoritmos do mecanismo de buscas Bing, aplicativos de produtividade e o LinkedIn. O Departamento de Serviços Humanos do governo australiano, a HP Inc., Macy's e a própria Microsoft já estão usando essa tecnologia para melhorar o atendimento aos clientes e lidar com mais chamadas, em menor período de tempo.

De acordo com a IDC, o mercado global de sistemas de inteligência artificial deve saltar de US$ 12,5 bilhões neste ano para US$ 46 bilhões em 2020. E a Microsoft quer abocanhar uma fatia expressiva desse mercado.

A Microsoft já oferece serviços de AI baseados em nuvem que os desenvolvedores podem inserir em seus programas, competindo diretamente com o Google, Amazon e IBM. As empresas que desejam ter um bot de atendimento ao cliente podem usar essas ferramentas para criar as suas próprias soluções ou contratar uma empresa para desenvolvê-las, o que pode ser caro e demorado. Por isso, a fabricante de software está posicionando suas soluções IA como uma alternativa de baixo custo e de menor custo.

Google adota cobrança por segundo em serviço de nuvem e acirra briga com Amazon | Virtues Media Portal de Notícias

Google adota cobrança por segundo em serviço de nuvem e acirra briga com Amazon

Gigante das buscas vai aplicar a nova modalidade de cobrança aos principais produtos do Google Cloud, incluindo o Compute Engine e App Engine.



A batalha feroz que vem sendo travada pelos fornecedores de nuvem ganhou um novo ingrediente nesta semana. Na terça-feira, 26, o Google anunciou que seu serviço na nuvem passará a oferecer cobrança por segundo. O anúncio ocorre poucos dias depois de Amazon Web Service (AWS), o líder do mercado, ter soltado comunicado semelhante.

Segundo a empresa, o novo modelo de cobrança estará disponível imediatamente, num claro golpe à estratégia da AWS, que divulgou que o novo plano de preços começará no dia 2 de outubro.

O gigante das buscas vai aplicar a nova modalidade de cobrança nos principais produtos do Google Cloud, incluindo o Compute Engine, que permite criar e executar máquinas virtuais na infraestrutura do Google, e App Engine, que permite que as empresas desenvolvam software e armazenem nos servidores da empresa. Os clientes serão cobrados por segundo, independentemente de os servidores rodarem Windows ou Linux.


Na verdade, a companhia já cobrava por segundo os clientes do Google Persistent Disks, um serviço de armazenamento em blocos de alto desempenho para o Google Cloud Plataform. O serviço fornece armazenamento em SSD e HDD, os quais podem ser vinculados a instâncias em execução no Compute Engine ou no Google Contêiner Engine.

A AWS adota um modelo um pouco diferentes. O faturamento por segundo aplica-se apenas ao Amazon Elastic Compute Cloud (Amazon EC2), um web service que disponibiliza capacidade computacional segura e redimensionável na nuvem. Ele permite que a empresa pague somente pela capacidade que realmente usa. Anteriormente, a empresa cobrava por hora. O novo modelo de cobrança também se aplica aos servidores virtuais que executam o sistema operacional Linux, o que significa que continuará a faturar o uso de seus servidores Windows por hora.

Segundo analistas, o faturamento por segundo pode ajudar o Google a ser mais competitivo com a Amazon, embora isso não deva afetar drasticamente a posição da concorrente. Mas, de acordo com eles, a “elasticidade”é uma característica essencial de computação em nuvem. Por isso, permitir que o usuário seja cobrado por intervalos menores de tempo pelos recursos é muito importante. Ou seja, se ele precisa um ambiente por apenas 30 minutos, por que pagar por hora, enfatizam os analistas. 

De todo modo, a nova modalidade de cobrança não deve alterar muito a carteira de clientes do Google. “O usuário médio só deve economizar US$ 0,99 por dia com o novo sistema de pagamento”, admite Paul Nash, gerente de produto do grupo do Google Compute Engine, em uma postagem no blog da empresa. "Na maioria dos casos, a diferença entre faturamento por minuto e por segundo é muito pequena; e nós estimamos que seja uma fração de porcentagem", concluiu.